sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Vereadores da Câmara Municipal mantém veto a banheiro em feiras

No primeiro teste sem um líder para defender os interesses do governo na Câmara, o prefeito passou apertado e só não perdeu por causa do regulamento. Com sete votos a favor da derrubada e seis contra, o veto proposto por Alexandre Ferreira (PSDB) ao projeto dispondo sobre a instalação de banheiros em feiras foi mantido. Para que o veto caísse, era preciso da maioria absoluta, ou seja, pelo menos oito votos favoráveis. A discussão da proposta, aparentemente pacífica, foi longa, teve denúncia de falta de higiene e vereador fugindo do plenário na hora do voto.
 
O projeto apresentado por Luiz Vergara (PSB) havia sido aprovado em novembro de 2013. Previa a instalação de banheiros químicos em locais onde funcionarem feiras livres e artesanais ou culturais, sempre que não for possível ou necessária a construção de sanitários públicos definitivos. A proposta foi vetada pelo prefeito sob a recorrente alegação de “vício de iniciativa”.
 
A justificativa foi rebatida pela maioria dos vereadores. “O que ocorre, na verdade, é um vício de falta de iniciativa do prefeito. Em outros lugares, a proposta foi aprovada. É uma questão de saúde pública”, disse Radaeli (PMDB). “Dizer que o projeto é inconstitucional, é zombar dos vereadores e da população. O prefeito não deveria, simplesmente, vetar, mas apresentar uma alternativa”, completou Márcio do Flórida (PT). Valéria Marson (PSDB) também disse que Alexandre falha ao não propor sugestão. “Ele não faz nada para beneficiar a população. É o fim da picada”.
 
Luiz Vergara questionou a suposta falta de higiene de vendedores de carne, frango, queijo, pastel e peixe, que não teriam onde lavar as mãos. “O banheiro da feira é a garrafa. O feirante abre a porta da Kombi, usa a garrafa (para urinar) e, depois, joga no bueiro. A instalação dos banheiros é uma questão sanitária, de dignidade”.
 
Reclamações à parte, por sete votos contra seis, o veto proposto pelo prefeito foi mantido. O resultado poderia ter sido diferente. Claudinei da Rocha (PP) ressuscitou o “voto braquiária” e saiu de fininho do plenário sem registrar sua posição. “É difícil criticar colegas, mas acho que o vereador deve mostrar sua verdadeira posição. Fomos eleitos para isto e temos de dizer se somos a favor ou contra”, lamentou Vergara.
 
Marco Garcia (PPS), que votou pela manutenção do veto, disse que o problema é fácil de resolver se o prefeito quiser. “É só ter vontade política e comprar dois banheiros químicos que não vão custar mais do que R$ 3 mil”.
 

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